Mídia brasileira destaca a qualidade da carne nacional

Principais veículos de comunicação do país reforçaram a qualidade das carnes produzidas no Brasil e destacam ação rápida do governo

O agronegócio começa a reagir após a divulgação das informações sobre a investigação da Polícia Federal sobre o mercado de carnes brasileiro. Além do intenso trabalho de esclarecimento feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para os consumidores internos e países importadores, a qualidade do segundo produto mais exportado pelo Brasil vem ganhando espaço no discurso dos principais veículos de comunicação do Brasil, como a TV Globo, rádio CBN e jornais Folha de São Paulo e Valor Econômico.

Em uma série de matérias exibidas no Jornal Nacional desta segunda-feira (20), foi reforçado que o número de frigoríficos envolvidos na operação da PF não é significativo, pois não contempla nem 1% das unidades com fiscalização do MAPA para funcionar e que não há questionamento sobre a qualidade das carnes bovina e frango e dos embutidos produzidos no Brasil.  O comentarista econômico da rádio CBN Carlos Sardenberg compartilhou a mesma visão ao apontar que este é um problema isolado e que não deve ser generalizado para toda a indústria brasileira.

Na manhã desta terça-feira (21), durante o jornal Bom Dia Brasil, o jornalista Rodrigo Bocardi destacou que o espaço conquistado pelo país como maior exportador de carne do mundo é consequência de um trabalho comprometido de muitos anos, que lida com barreiras sanitárias de países exigentes e com a forte concorrência de outros produtores. O discurso foi reforçado pelo presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (APBA), Francisco Turra, que falou sobre o trabalho constante para manter a posição de líder de exportação de carnes no mercado internacional. “O Brasil abriu caminhos porque tem muita tradição e muita credibilidade. Abrir mercado demora 10 anos. São idas e vindas, várias missões e inspeções constantes no Brasil e no país importador”.

O presidente da República, Michel Temer, pontuou em diversas ocasiões nos últimos dias sobre o impacto das informações divulgadas sobre a investigação e reforçou que o trabalho deve ser continuado e os envolvidos, caso comprovado culpa, sejam penalizados. “O agronegócio é importantíssimo para o Brasil e não pode ser desvalorizado por um pequeno núcleo que será investigado e punido se necessário”, afirmou Temer, que deu autorização para o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, tomar medidas mais duras nas negociações.  “Se eu tiver que ter uma reação mais forte para proteger o mercado brasileiro, eu farei com toda tranquilidade”, informou Maggi durante coletiva na última segunda-feira.

Coreia mantém confiança na produção brasileira

Desde a revelação da investigação, na última sexta-feira (17), o país está apreensivo com as consequências que podem afetar o relacionamento com os principais países que importam a carne brasileira. O MAPA agiu de forma rápida para esclarecer dúvidas e reafirmar a seriedade e competência do trabalho desenvolvido pelos fiscais nos frigoríficos brasileiros. Além disso, o governo suspendeu a exportação de produtos provenientes dos 21 estabelecimentos investigados.

Mesmo com o suporte oferecido pelo governo brasileiro, o país teve seu produto barrado em alguns países, como é o caso da China, que reteve as carnes brasileiras nos portos, Chile, Egito e Hong Kong, que suspenderam temporariamente a importação de carnes e a União Europeia, que pediu que o Brasil suspenda a exportação das empresas envolvidas. A Coreia do Sul havia se pronunciado a favor da suspensão, mas voltou atrás e restabeleceu a importação de frango. A notícia foi recebida de forma positiva pelo presidente Temer. Para ele, este movimento ocorreu devido a pronta resposta das autoridades brasileiras e dos esclarecimentos mais do que cabais.

Para o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, a união de todo o setor agropecuário do Brasil é essencial para superar estes desafios. “É um momento do agronegócio se unir em defesa dos produtores, agroindústrias e de toda a cadeia pecuária brasileira. Sabemos da seriedade do MAPA e estamos confiantes que nos próximos dias toda essa desconfiança em relação a qualidade da nossa carne será superada e manteremos todos os mercados internacionais abertos”.

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