Governo prorroga prazo de crédito para retenção de matrizes

Governo prorroga prazo de crédito para retenção de matrizes

Medida foi aprovada pelo CMN, que estendeu o prazo até junho de 2017

 

O Conselho Monetário Nacional (CMN) divulgou esta semana a prorrogação da contratação de crédito de custeio para retenção de matrizes suínas, até 30 de junho de 2017. A medida atende a mais um pleito da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e deve auxiliar os suinocultores a formar um capital de giro necessário para se manter diante dos elevados custos de produção que vem enfrentando.

Em abril deste ano, uma resolução do Banco Central autorizou o aumento do limite de custeio para até R$ 2,4 milhões por beneficiário e prazo para reembolso de até 2 anos. No entanto, o prazo para liberação do crédito se encerrou no dia 30 de junho sem que muitos produtores tivessem acesso ao benefício devido ao desconhecimento, por parte dos agentes bancários, da elevação do limite da referente resolução.

Nilo de Sá, diretor executivo da ABCS, explica que a situação foi relatada ao governo, por meio de um ofício enviado pela ABCS ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e que agora com a prorrogação do prazo os produtores poderão ser de fato atendidos pela medida. “Nesse momento de dificuldade é importante que o produtor tenha acesso a linhas de crédito que ajude a recompor o capital de giro e manter-se na atividade. Em um ano, tivemos um incremento de 85% no preço do milho e isso comprometeu muito os custos de produção. Essa medida não soluciona a crise no setor, pois o ideal era conseguirmos um milho mais barato, mas auxilia os produtores a dar continuidade nas suas operações”, avalia.

Para Valdecir Folador, presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs) e conselheiro e de relações com o mercado da ABCS, a medida chega em um momento importante para os suinocultores. "Com certeza a prorrogação desse prazo dará mais fôlego aos produtores, permitindo incrementar o capital de giro e com maior prazo para se capitalizar e quitar a dívida”, afirma.

Desde o final de 2015 a suinocultura vem enfrentando dificuldades devido ao alto custo de produção, ocasionado pelo preço do milho. A proposta para linha de crédito de custeio para retenção de matrizes suínas já havia sido discutida em reunião da ABCS com o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, realizada em maio deste ano. A categoria também conquistou em julho o aumento do limite para venda de milho balcão, que passou a 14 toneladas/por produtor, para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, e a 10 toneladas para produtores do Norte e Nordeste.

Em apoio ao setor, a ABCS vem defendendo a adoção de uma série de políticas públicas que possam auxiliar os produtores não só no atual momento, mas também de forma preventiva e contínua para as oscilações que são naturais neste mercado. Além das propostas já atendidas, a entidade aguardar ainda a prorrogação dos custeios pecuários para suinocultores e a renegociação do saldo devedor das operações de crédito Rural de custeio e investimentos contratadas por suinocultores não integrados em 2012.

 

Fonte: ABCS
Publicado em 26/08/2016

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