CTNBio libera importação de milho dos Estados Unidos

CTNBio libera importação de milho dos Estados Unidos

Medida atende pleito da ABCS e deve desafogar custo de produção dos suinocultores

 

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou hoje (06) a liberação da importação de três variedades de milho transgênico dos Estados Unidos. A medida atende a um dos pleitos da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) defendido na audiência pública ocorrida no último dia 04, na Câmara dos Deputados em Brasília, e será um importante aporte para que os suinocultores consigam reduzir seus custos de produção. A liberação do milho era uma das medidas mais aguardadas pelo setor.

Segundo Marcelo Lopes, presidente da ABCS, essa é uma decisão importante para que os produtores possam ter uma maior oferta no mercado interno e consigam regularizar o preço desse grão. “O milho é um dos insumos mais importantes para a suinocultura uma vez que responde por 50% da produção de suínos. Sabemos que o produtor vem amargando prejuízos desde janeiro, principalmente pelo alto custo do grão, e agora esperamos que com essa medida o produtor possa sair do prejuízo e começar a estruturar sua produção para entrar em 2017 mais animado para voltar a ter lucratividade na atividade”.

Desde o primeiro semestre deste ano, quando o país deu início a uma exportação recorde de milho – provocada pela desvalorização do real frente ao dólar – houve uma forte redução da oferta do grão no mercado interno e disparada dos preços, prejudicando a cadeia produtiva de suínos, que tem no milho uma das suas principais fontes de alimentação. Por outro lado, a forte seca ocorrida no Centro Oeste, que ocasionou a quebra na produção brasileira e mais de 13 milhões de toneladas, corroborou para que o preço do milho se mantivesse em um patamar incompatível com a sustentabilidade da produção de suínos no país.

Diante disso, a ABCS junto a outras instituições ligadas ao setor iniciaram um forte movimento na busca por soluções que possam auxiliar os produtores a superar uma das maiores crises já registradas no setor, com prejuízos que já chegam à casa dos R$ 2,4 bilhões. Entre os pleitos defendidos pela entidade estão a suspensão dos vencimentos dos custeios e investimentos pecuários para suínos; a abertura de linha de crédito emergencial para recomposição do capital de giro; a recomposição dos estoques públicos de grãos; a aprovação do projeto de lei Nº 5449/2016, que prevê a subvenção econômica a produtores; a inclusão de uma linha de crédito específica para retenção de matrizes no Plano Agrícola Pecuário; e a disponibilidade de linhas de crédito para modernização da atividade.

Para Valdecir Folador, presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs) e conselheiro e de relações com o mercado da ABCS, a liberação do milho dos Estados Unidos traz um fôlego para o mercado de suínos brasileiro. “Com certeza essa medida deixa nossa suinocultura com uma alimentação mais competitiva e quem sabe, a médio e longo prazo, consigamos cobrir o custo de produção. Espero que através desse movimento possamos sensibilizar os órgãos que tem poder e competência para atuar nas nossas demandas e que outras reivindicações também sejam atendidas a fim de minimizar o efeito dessa crise e mantermos nossa atividade economicamente viável”.

A decisão será publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias, no qual constará todas as informações referentes ao processo de liberação do milho transgênico dos Estados Unidos.

 

Fonte: ABCS

Publicado em 06/10/2016

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