Exportações brasileiras de carne continuam em alta

De acordo com MDIC resultados das exportações de carne in natura foram positivos em março de 2017, após operação da Polícia Federal

Mesmo com restrições temporárias de alguns importantes mercados, causadas pela deflagração de operação da Polícia Federal, as exportações brasileiras de carne apresentaram aumento de 8,5% quando comparado ao mês de fevereiro. Houve incremento de 72 mil toneladas, saindo de 424,4 mil toneladas em fevereiro para 496,3 mil toneladas em março, mantendo o Brasil como o principal exportador mundial de carnes.

Os dados foram divulgados nesta semana, pelo Ministério do Desenvolvimento, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Ainda de acordo com a pasta, a exportação de carnes de frango, bovina e suína, juntas, somaram US$ 1,11 bilhão em março, ante US$ 930 milhões no mês de fevereiro (incremento de 19,6%). Os valores consideram apenas os embarques de carnes in natura.

O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, explica que a recuperação se deu por conta do empenho do Governo Federal, sobretudo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), e da união do setor.  “A carne suína praticamente não sofreu impactos negativos nos mercados internacionais, após a operação da Polícia Federal. O resultado reflete o esforço do MAPA, com destaque a atuação do Ministro Blairo Maggi, das agroindústrias, produtores e das associações representativas, que trabalharam para manter os mercados internacionais de portas abertas”.

Foram exportadas 54,8 mil toneladas de carne suína no mês de março, contra 44,1 mil toneladas no mês anterior (aumento de 24,2%). Em relação ao mesmo período do último ano, houve uma redução de 3,4%, quando foram exportadas 56,7 mil toneladas.

As outras proteínas também obtiveram bons resultados, considerando os obstáculos criados pela operação. Os embarques de carne de frango cresceram 14,1% em relação a fevereiro, porém houve retração de 6,8% quando comparado a março de 2016. Já a carne bovina apresentou aumento de 23,9% em relação a fevereiro, mas com redução de 11,3% em comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Segundo o diretor executivo da ABCS, Nilo de Sá, o aumento em relação a fevereiro é superestimado devido ao menor número de dias úteis deste mês. “Porém, a comparação com março de 2016 mostra claramente a recuperação quase que total dos mercados internacionais, após o errôneo questionamento sobre a qualidade da carne brasileira. Importante também observar que a carne suína foi a proteína que apresentou menor retração em relação ao mesmo período do ano anterior, reafirmando o espaço que vem ganhando no comércio internacional”.

Fonte: ABCS

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