Mapa tranquiliza cadeia suinícola sobre foco de PSC em zona não livre

Nota técnica divulgada pelo ministério confirma foco de PSC no CE e reforça atuação da pasta em prol da sanidade do rebanho brasileiro

A detecção da Peste Suína Clássica (PSC) no estado do Ceará no último sábado (6) tem gerado apreensão na suinocultura nacional. Conhecido pela qualidade da sua produção e a segurança do rebanho de suínos, o Brasil se manifestou por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) nesta segunda-feira (8), via nota técnica expedida pelo diretor do Departamento de Saúde Animal, Guilherme Marques, sobre a adoção de medidas necessárias para o controle da enfermidade e reforçou o compromisso da pasta nas ações de vigilância conforme a IN 25/2016 em que proíbe o trânsito de suínos, produtos e subprodutos entre a zona livre e zona não livre.

O foco de PSC foi confirmado no município de Forquilha, no Estado do Ceará, em uma propriedade de criação familiar de subsistência sem vínculos com estabelecimentos comerciais ou de reprodução de suínos. O Mapa reiterou que o Estado faz parte da zona não livre de PSC, mas reforçou que o governo brasileiro tem intensificado sua atuação para criar condições adequadas para a erradicação da Peste Suína Clássica em todo o território nacional.

A nota também esclarece que desde a identificação do foco, a propriedade foi interditada com suspensão total de qualquer movimentação de animais e produtos. Também foram adotados procedimentos para eliminação da doença, com sacrifício e destruição de suínos, e investigação epidemiológica para as propriedades situadas no raio de 10 km em torno do foco e todas as áreas que possuírem algum vínculo epidemiológico.

O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, afirma que a doença foi identificada em uma zona não livre com uma distância considerável dos 16 estados e Distrito Federal que atualmente compõem a zona livre e que por isso não há motivo para pânico. “Não há risco ou interferência nas exportações ou no mercado interno. Confiamos no trabalho do Mapa, que já está adotando os procedimentos necessários para a eliminação do foco”, explica.

Marcelo aproveita a oportunidade para chamar os produtores e toda a cadeia suinícola que atua na zona livre de PSC para apoiar a pasta no desafiador trabalho de tornar o Brasil um país completamente livre da doença. “Precisamos unir forças e contribuir para mais esta conquista do nosso setor. Isso nos resultará em novos mercados e de tornar o país completamente livre da PSC”.

PSC no Brasil

A Peste Suína Clássica, também conhecida como cólera suína é uma doença viral contagiosa que afeta suínos domésticos e selvagens. O Brasil não tem ocorrência de PSC na zona livre desde 1998, ou seja, há mais de 20 anos.

Desde 2016, o país segue a Instrução Normativa 25, de 19 de julho, que impõe restrições necessárias que são adotadas e averiguadas através de controles e medidas de mitigação de risco realizadas pelos postos fixos de equipes móveis de fiscalização estrategicamente localizados nos limites estabelecidos entre as zonas livre e não livre, além das barreiras naturais e perenes existentes, como rios, cordilheiras e matas.

Leia a nota técnica completa aqui.

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