Câmara Setorial do MAPA debate pautas prioritárias para a suinocultura

ABCS participou do encontro junto com outras entidades do setor agropecuário


Peste Suína Clássica (PSC), mercado de grãos e o uso racional de antimicrobianos foram alguns dos temas debatidos na última reunião da Câmara Setorial de Aves e Suínos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O encontro aconteceu na última terça-feira (29/10), em Brasília e contou com a presença da diretora técnica da ABCS, Charli Ludtke e das consultoras governamentais da entidade, Luciana Lacerda e Ana Paula Cenci. Além do setor de proteína animal também estiveram presentes as associações ligadas ao grão, como milho e soja.

Na oportunidade, o representante do MAPA, da Divisão de Sanidade Suídea (DSS), Guilherme Takeda, apresentou o Plano Brasil Livre de PSC, no qual busca fomentar as ações de erradicação da doença na Zona Não Livre (ZNL). Entre as estratégias apresentadas estão a implementação da vacina na ZNL. Segundo Takeda, foram apenas dois focos encontrados em Alagoas e o MAPA está tratando o tema com prioridade junto ao setor privado. Para Charli Ludtke, neste momento uma das prioridades é diminuir a prevalência do vírus, por meio da vacinação e também dar prioridade no Serviço Veterinário Oficial. “Junto com o Mapa temos que estimular o SVO, deixá-lo mais robusto e estruturado, ou seja, um trabalho que depende de todos atores - iniciativa privada, Mapa e governo estadual”.

Mercado de Grãos

Ainda na Câmara foi debatido o cenário da produção de grãos no Brasil, pauta importante para a cadeia suinícola visto que é um dos principais insumos da produção. O representante da Conab, Thomé Guth, apresentou o panorama do “Mercado do Milho: oferta e demanda”. Segundo Guth o final da safra 18/19 teve um alto volume de exportação, comparada com a anterior, ou seja, o estoque de passagem está menor, estimado em 14 milhões de toneladas.

Outro ponto que o analista pede cautela, principalmente para os produtores de suínos e aves é com a crescente produção de etanol de milho no país. “O etanol de milho cada vez mais vem ganhando um mercado expressivo, pois as usinas têm uma margem de negociação alta e por isso elas conseguem fazer compras antecipadas, buscando as melhores oportunidades no mercado, às vezes até melhor que trade, ou seja é um novo concorrente do mercado de milho”, destacou o analista da Conab.

Para o presidente da Comissão Nacional de Aves e Suínos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Iuri Machado, a produção de etanol de milho gera outra dinâmica no mercado e por isso a necessidade dos produtores aprimorarem seus conhecimentos. “Ficou claro na apresentação da Conab que os suinocultores e avicultores vão ter que cada vez mais se capacitar para operar em mercado futuro, para assim conseguirem barganhar melhores preços”.

Resistência Antimicrobiana

Ainda na pauta da Câmara foi tratado sobre a preocupação do Mapa com a resistência antimicrobiana, no qual ficou encaminhado que as entidades da iniciativa privada vão debater o tema para levar algumas ponderações à pasta. A Embrapa Suínos e Aves também esteve presente e apresentou as principais contribuições da instituição em pesquisa, desenvolvimento e inovação para a avicultura e suinocultura no Brasil. E, por fim, os membros da Câmara receberam um panorama de como o Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) funciona e atua nos portos e aeroportos brasileiros.

Fonte: ABCS

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