ABCS participa de Comissão de Aves e Suínos da CNA e debate as projeções para 2020

Além das perspectivas para o próximo ano, a Comissão tratou também sobre as principais pautas de 2019

 

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) participou, nesta primeira semana de dezembro, da última reunião de 2019 da Comissão Nacional de Aves e Suínos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O encontro aconteceu na sede da CNA, em Brasília (DF), para discutir as ações realizadas durante o ano e o planejamento das demandas para 2020.

Segundo o presidente da Comissão, Iuri Machado o ano de 2019 foi essencial para qualificação da Comissão para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadec) por meio do programa Cadec Brasil, no qual a CNA dará continuidade em 2020. “Entendemos que só teremos uma efetivação da Lei da Integração se tivermos produtores preparados tecnicamente e juridicamente nas negociações com as integradoras e por isso, a qualificação das Cadecs é essencial”.

A consultora de relações governamentais da ABCS, Ana Paula Cenci, participou do encontro e argumentou a importância da atuação da CNA junto ao SENAR para capacitar ainda mais o suinocultor auxiliando-o no momento em que ele for negociar com a agroindústria. ”A ABCS acompanha de perto e apoia o trabalho realizado pela CNA, pois ambas instituições defendem os interesses dos produtores e as melhorias na cadeia” .

De acordo com os dados da equipe técnica da Confederação, somente em 2019 mais de 5 mil produtores foram atendidos, 53 Cadecs receberam consultoria jurídica e foram realizadas 24 palestras de sensibilização sobre a lei nos estados.

Ainda na reunião a consultora da ABCS, Ana Paula Cenci, sugeriu algumas pautas para a Comissão trabalhar em 2020. “Sanidade animal é uma das prioridades para o setor, com intuito de combater a Peste Suína Clássica (PSC) e prevenir a Peste Suína Africana (PSA)”.  Cenci propôs ainda debater de forma proativa a redução do uso de antimicrobianos com os produtores e também o bem estar-animal.

Seguro sanitário e os impactos do mercado de  grãos também foram debatidos no encontro

O tema seguro sanitário para aves e suínos esteve na pauta da Comissão e o diretor da Proposta Seguros, Ricardo Amadeu Sassi, explicou que o objetivo é garantir a indenização aos produtores em caso de eventos sanitários decorrentes de doenças como, por exemplo, a Peste Suína Clássica.  “A ideia desse produto é garantir aos Fundos de Defesa Sanitária capacidade financeira para indenizar seus beneficiários quando necessário. Após a utilização das reservas constituídas pelo Fundo como franquia, o seguro entra garantindo até o limite máximo de indenização contratado na apólice”.

Ainda durante o encontro, o assessor técnico da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Alan Malinski, fez uma apresentação sobre as estimativas da safra de grãos para 2020. “No Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Maranhão houve atraso do plantio de soja, o que afetará a área da safrinha. Também temos relatos de venda antecipada da soja no Mato Grosso do Sul a R$90, com entrega para março”, afirmou Alan.

Já a assessora técnica da Comissão de Aves e Suínos, Ana Lígia Lenat, falou das perspectivas, desafios e oportunidades para o setor. Segundo Ana, poderá haver expansão da crise de PSA no mundo. “No mercado interno, nós temos pontos positivos como o potencial produtivo, a disponibilidade de mão de oba qualificada e o status sanitário do rebanho de aves e suínos, já que o Brasil é livre de Influenza Aviária e de PSA”, destacou a assessora técnica.

Projeções da CNA para a suinocultura

Ainda durante essa semana, a equipe da ABCS participou do evento “Balanço 2019 e Perspectivas 2020” da CNA e segundo a instituição a crise mundial causada pela PSA continuará impulsionando a demanda internacional pelas carnes brasileiras. Já as exportações globais somente da proteína suína para os países afetados pela PSA devem aumentar 35% em relação a 2019, ou seja, 1 milhão de toneladas a mais, refletindo em um aumento de 20% nas exportações brasileiras da carne suína.  De acordo com as projeções, esse incremento de 20% será possível, uma vez que o Brasil é o único país que apresenta potencial aumento de produtividade no curto e médio prazo.

Fonte: ABCS

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