ABCS apoia encontro estratégico de produtores de suínos da região Sul do país


ABCS apoia encontro estratégico de produtores de suínos da região Sul do país

 

Em reunião realizada na manhã de hoje, 01 de junho, em Chapecó, o presidente da ABCS, Irineu Wessler e o conselheiro da entidade, Cleo Barbiero, estiveram juntos de lideranças do setor, suinocultores não integrados e proprietários de mini-integradoras dos três estados do Sul (Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul), que anunciaram uma série de providências visando a minimização das dificuldades que o setor suinícola está enfrentando nos últimos meses. A importância do encontro está representada pelo grupo de produtores presentes que juntos são responsáveis por ofertar no mercado mais 10 mil suínos por dia, ligados diretamente a mais de 6 mil famílias em 100 municípios da região Sul. Entre as medidas sugeridas está a redução de plantel, ou seja, uma diminuição de 10% das matrizes alojadas.

Para o vice-presidente da Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs) e um dos coordenadores do encontro, Mauro Gobbi, era necessária uma atuação massiva dos produtores para uma reação no mercado. “Há 4 semanas que os preços para suinocultor do sul vem caindo e não havia outra saída a não ser reter o animais na granja”. Gobbi se refere a um dos acordos fechados entre os presentes que é a diminuição na oferta de suínos para abate, buscando com isso aumentar a demanda e equilibrar a balança comercial.

“Mas essa é uma medida emergencial”, garante o conselheiro da ABCS, Cleo Barbiero. Para ele a melhor saída em longo prazo é a liberação de milho da Conab, em modalidade balcão a preço subsidiado (prêmio) para os suinocultores dos três estados do sul, que hoje está sendo vendido a R$ 28,00 na maioria das cidades da região Sul. Barbiero reforça que há espaço para represar esses animais nas granjas e que a expectativa dos suinocultores reunidos é que o preço reaja em algumas semanas, não só pelas ações dos produtores, mas também pela aproximação do período de inverno. Outro acordo firmado que pretende alterar a situação é o estabelecimento de um preço mínimo de comercialização nos estados: “Definimos que nenhum produtor irá vender abaixo do valor comercializado hoje”, explica o conselheiro.

De acordo com o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorenzi, “o produtor não tem mais fôlego” e espera uma recuperação devido ao início do mês. Hoje o produtor integrado no estado recebe pelo quilo do suíno vivo R$ 2,00 e não integrado a R$1,90, enquanto o custo de produção está em média R$ 2,70, um prejuízo em média de R$ 80,00 por animal.

Para Odanir Farinella, produtor do Paraná, o encontro foi positivo. “A partir de agora vamos dar continuidade nas ações que foram encaminhadas e na próxima semana, nos reuniremos novamente para buscarmos soluções a nível federal, como é caso do milho, haja vista o alto custo de produção” finaliza.

 

Foram dados os seguintes encaminhamentos:

Produtor

- Diminuição na oferta de suínos para abate;

- Estabelecer um preço mínimo de comercialização; não pode ser mínimo, na vende abaixo.R$

- Redução do Plantel em 10% das matrizes;

 

Governo

- Isenção do ICMS para suínos vivos nos três estados do Sul pelo período de 120 dias;

- Liberação de Milho da Conab modalidade balcão a preço subsidiado (prêmio) para os suinocultores dos três estados do sul

 

 

ASEMG também mobiliza produtores

 

Na busca por uma remuneração mais justa aos produtores, a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg) convida a todos os produtores e negociadores do Estado a comparecerem a próxima reunião da Bolsa de Suínos de Minas Gerais, que acontece na próxima quinta-feira (02/06) na sede da associação (Av. Amazonas, 6020, Gameleira/Belo Horizonte).

Para José Arnaldo Cardoso Penna, vice-presidente da Asemg e presidente da Bolsa de Suínos de Minas Gerais, os produtores precisam se unir para conseguirem melhorar o preço de venda dos animais. “Estamos vendendo o suíno vivo abaixo do custo de produção e assim amargando prejuízos, no entanto não percebemos reflexos desta baixa no valor de venda da carne suína ao consumidor final. Precisamos nos mobilizar para a tomada de medidas que fomentem o mercado. Por isso contamos com todos na próxima reunião de Bolsa”, comentou Penna.

Fonte: ABCS com informações da ACCS e ASEMG

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