Rio Grande do Sul inicia PNDS com levantamento para conhecer demanda

Boletim Informativo da ABCS - PNDS em ação
Brasília – A partir de abril a Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS) fará o levantamento e diagnóstico das agroindústrias de médio e pequeno porte nas regiões do Planalto Norte, Noroeste e Vales para compreender a estrutura de funcionamento atual e a capacidade de adequação para fornecimento e atendimento às atuais exigências do consumidor. Esse é o primeiro passo da proposta de ações que o estado elaborou para o Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS). Posteriormente, será realizado um estudo dos diversos nichos mercadológicos, como: varejo, entidades públicas e cozinhas industriais, que completa a primeira parte do levantamento e possibilita a elaboração de um plano de ação embasado na demanda e oferta da carne suína. “Após esses resultados, no mês de maio, as ações serão desenhadas de acordo com as especificidades das regiões do Rio Grande do Sul. A idéia é desenvolver um trabalho estruturante e que permaneça no cotidiano do consumidor”, explica a coordenadora do PNDS, Lívia Machado.

O presidente da ACSURS, Valdecir Folador, ressalta que as regiões foram escolhidas por serem consideradas aglomerados importantes na produção suinícola e que a partir desses dados serão identificados os estabelecimentos que venham ser possíveis parceiros para o Projeto e que tenham interesse em realizar o plano de ações desenvolvido pela entidade. “Queremos conhecer as potencialidades do nosso parceiro, compreender suas dificuldades e auxiliá-lo nos entraves para que comercialize a carne suína. Esse levantamento será uma base sólida para criarmos um trabalho sustentado, que consiga se manter mesmo que as ações tenham terminado”, explica. Para Cleo Barbiero, vice-presidente da ACSURS, as informações colhidas facilitarão a definição das tarefas e trarão uma visão mais ampla da cadeia suinícola do Rio Grande do Sul. “Vamos levantar dados da oferta e da demanda, conseguindo visualizar os pontos de estrangulamentos e dificuldades encontradas ao longo da cadeia. Neste primeiro momento estamos envolvendo produtores das regiões definidas e também frigoríficos com selos do SIF (Serviço de Inspeção Federal) e SISPOA (Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal). Paralelo a essa pesquisa, estamos em contato com a demanda para estruturar ações que envolvam as necessidades de oferta e procura, além de buscar novos nichos para inserção da carne suína, como hospitais, merenda escolar, entre outros”, explica.

Folador ainda ressalta que a experiência de parceiros como o Sebrae-RS dão mais consistência ao projeto, com técnicos e profissionais que têm experiência no ramo e grande contato com nichos ao qual desejam atuar. “A atuação do Sebrae é determinante para a efetivar o projeto aqui no estado. Com conhecimento e know-how dos profissionais temos certeza que será possível desenvolver outros trabalhos além do PNDS”.  O Sebrae-RS já realiza diversas ações que envolvem os elos de produção da carne suína, explica o gestor do programa de produção animal do Sebrae, Angelo Aguinaga, “mas agora nosso foco é atender o varejo e o consumidor”. Segundo ele, a parceria com a associação estadual e nacional tem melhores condições de oferecer ao produtor e ao varejista ferramentas para que a carne suína possa ser explorada em todo seu potencial. “O projeto engloba todos os envolvidos na cadeia, ou seja, é bastante completa e isso vem agregar aos trabalhos que já desenvolvemos junto ao produtor. Ter agora um programa que busca conhecer o mercado varejista e informe ao produtor o que o consumidor deseja e ofereça a ele condições de produzir é um grande avanço para o setor e de extrema importância para a economia do estado”, finaliza.

Para o gerente de agronegócio do Sebrae-RS, João Paulo Kessler, esse é um momento oportuno para a instalação do projeto e para buscar a aproximação do consumidor. “Nossa produção é volumosa, atendemos a diversos países com as melhores práticas e tecnologia, mas ainda estamos distantes do nosso consumidor. Estamos confiantes no projeto, pois traz informação, tecnologia e planejamento para todos os elos da cadeia”. Kessler ainda ressalta a importância que o projeto tem dado em informar a população as qualidades nutricionais da carne suína e desmistificar o preconceito ainda existente.
 
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