ABCS incentiva profissionalização da cadeia suinícola na região Norte

ABCS incentiva profissionalização da cadeia suinícola na região Norte

O estado de Rondônia pode ser o pioneiro na estruturação da atividade

 

Rondônia tem potencial para desenvolver a suinocultura, mas ainda é preciso profissionalizar a cadeia produtiva na região. A avaliação é da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento e Regularização Fundiária (SEAGRI) local.  Hoje, o estado conta com apenas 3.000 matrizes tecnificadas. Para incentivar a organização da atividade em Rondônia e a produção em escala industrial, o governo estadual e os produtores buscaram apoio da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e do Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS).

A estruturação da cadeia produtiva interna é o primeiro passo para o desenvolvimento da suinocultura no estado. Com esse objetivo, os produtores rondonienses se organizam para criar a primeira associação estadual da região norte, filiada à ABCS. As tratativas com a entidade nacional envolvem orientação sobre o mercado, apoio técnico e treinamentos. No último dia 25 de março, o diretor executivo da entidade, Nilo de Sá, esteve reunido com produtores na Câmara Municipal de Colorado do Oeste, onde apresentou a dinâmica do funcionamento do mercado nacional e internacional da carne suína, além de compartilhar a experiência da entidade com a gestão do PNDS, com seis anos de atuação, a iniciativa da ABCS em parceria com o Sebrae levou sustentabilidade a suinocultura de vários estados, em todo o território nacional.

Considerada a nova fronteira agrícola no País, com destaque para a região do Cone Sul, Rondônia caminha a passos largos para se tornar um grande celeiro de alimentos, impulsionado pelo crescimento das linhas de crédito rural, investimentos em maquinário e o clima favorável. A expansão das safras de grãos que servem de base para a ração de animais, – segundo dados da SEAGRI, o estado colheu, em 2014, 613 mil toneladas de soja, sendo o 3º maior produtor da oleaginosa na região Norte, e 542 toneladas de milho, o que representa a 4º maior safra na região –, e o atendimento aos critérios do programa de sanidade suína do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) são pontos que contribuem para a ampliação da produção suinícola na região.

Ao participar da reunião em Colorado, o secretário de Agricultura de Rondônia, Evandro Padovani, disse que o governo do estado busca o desenvolvimento sustentável das diversas cadeias produtivas: café, bovinocultura de corte, leite, a piscicultura e agora suinocultura. “Temos o grão, água e produtores com vontade de produzir. Buscamos a ABCS, pois ela tem o know how da tecnologia e produtividade que o estado precisa para ter uma suinocultura forte e pujante. Já plantamos a semente da associação estadual de produtores”, afirmou o secretário.

O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, reforça que a organização dos suinocultores contribui para fortalecer a atividade em Rondônia. “A criação de uma associação de representatividade, filiada ao sistema nacional, possibilita o acesso desses produtores a políticas nacionais para o crescimento e financiamento do setor e a construção de parcerias”, mencionou.  Segundo Lopes, entre outras medidas, a existência de um corpo associativo no estado abre portas para a participação em iniciativas como o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS), criado no final do ano passado para potencializar o trabalho do setor e o PNDS.

A visão do presidente da ABCS é partilhada também pelo coordenador de suinocultura do Sebrae Nacional, João Fernando Nunes, para quem a instituição de uma entidade forte que represente a base produtiva do estado é fundamental para trazer legitimidade aos pleitos dos produtores junto ao setor privado e aos órgãos públicos de fomento. “Em coletividade, os produtores poderão comprar insumos para ração mais baratos, investir em treinamento e outras ações que beneficiarão o setor, além de facilitar o acesso a financiamentos”, destacou.  “O Sebrae tem interesse em estruturar um projeto que apoie o desenvolvimento, a formação dos suinocultores e da cadeia em Rondônia”, complementou.

Para o suinocultor de Colorado do Oeste (PR), Gustavo de Moura, proprietário de 500 mil matrizes, fortalecer a atividade na região é uma oportunidade para o produtor diversificar seus investimentos e gerar emprego e renda para população local.  “Hoje boa parte da carne suína consumida em Rondônia vem de outros estados, então temos um potencial de mercado grande na região”, ressaltou.

O Plano de ações do governo local para expansão da produção suinícola prevê ainda a implantação de um frigorífico suíno no município de Colorado do Oeste que irá beneficiar os criadores do Cone Sul. A iniciativa conta com o apoio da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO).

Fonte: ABCS com informações da SEAGRI
Publicado em 23/04/2015

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