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Voltar Publicado em: sexta-feira, 5 de junho de 2020, 10h37

ABCS leva as prioridades da Suinocultura para Câmara Setorial do MAPA

A Entidade Nacional reforçou as propostas do setor ao PAP e também a importância de combater e erradicar a PSC na Zona não Livre

A Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) participou, nesta quinta-feira (04/06) da segunda reunião online da Câmara Setorial de Aves e Suínos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Na oportunidade a diretora técnica da entidade, Charli Ludtke, apresentou as propostas de melhorias relativas ao crédito rural para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2021/2022 com o foco na suinocultura nacional. Entre as prioridades do pleito, Ludtke reforçou a necessidade de reativação da linha de crédito de custeio para a retenção de matrizes suínas, adequação das linhas de créditos aos produtores, com taxas de juros reduzidas e a complementação da norma relativa à linha de crédito do programa INOVAGRO.

“A suinocultura nacional passa por grandes mudanças, por isso é essencial que neste PAP sejam  incluídos o acesso ao crédito para investimento com o foco em melhoria nas fábricas de ração na alimentação animal e também a adequação dos valores dos financiamentos individuais e coletivos que envolvam bem-estar animal. Os pleitos da ABCS visam fomentar a produção de suínos no Brasil, tanto para consumo interno como para exportação”, destacou a diretora.

Após a explanação, o diretor do departamento de estudos e prospecção e representante do MAPA na Casa Civil para debater as questões causadas pela crise no setor agropecuário devido a Covid-19, Luís Rangel ponderou que a demanda está no “radar” da pasta. O pleito da suinocultura é legítimo e estamos trabalhando para tentar atender o setor”.  Ainda na Câmara, o servidor destacou a importância de manter a cadeia alimentar funcionando e entender os entraves de cada segmento, nesse período de crise.

Outro tema trazido no encontro e que é prioridade para a ABCS é o Plano Estratégico Brasil Livre de Peste Suína Clássica (PSC). O diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA) da pasta, Geraldo Moraes, explicou que já foram encontrados 69 focos na Zona Não Livre (ZnL), nos estados do Ceará, Piauí e Alagoas e que foram sacrificados mais de 7 mil animais. Moraes finalizou dizendo que até o momento não foram encontrados mais casos da doença.

A diretora da ABCS reforçou a necessidade do MAPA atuar em conjunto com os estados da ZnL para combater e erradicar a doença. “Apesar de não ter nenhum foco, nossa preocupação é porque sabemos que há a circulação viral na Zona Não Livre e por isso a necessidade de trabalharmos em conjunto a vacinação nos estados, mobilizando-os sobre a importância dela”.  Charli destacou ainda que a ABCS foi designada como um dos membros da Equipe Gestora Nacional do Plano Estratégico Brasil Livre de Peste Suína Clássica, por meio da Portaria 178, de 2 de junho de 2020 do MAPA. “Vamos trabalhar juntos, iniciativa privada e governo. Pensar e construir soluções, pois com a pandemia acabamos concentrando esforço para resolver a crise gerada pela Covid-19, mas PSC é um tema extremamente relevante e é uma prioridade da cadeia suinícola”.  Ficou encaminhado que o DSA vai informar em breve a próxima reunião do Grupo Gestor de PSC.

Ainda na pauta da Câmara foram tratados pleitos como a redução de antimicrobianos na avicultura e suinocultura, abate de machos inteiros pré-púberes e também as medidas de segurança que as plantas frigoríficas estão tomando para evitar o contágio dos colaboradores pela Covid-19. O presidente da Câmara, eleito na última reunião, Ricardo Santim, da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), reforçou que o encontro é uma oportunidade de construir subsídios ao MAPA e criar políticas públicas em conjunto com a pasta.

Fonte: ABCS