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Voltar Publicado em: quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021, 1h42

Sistema ABCS se reúne com Secretário de Política Agrícola do MAPA

A reunião foi presencial, em Brasília e teve como objetivo debater medidas emergenciais de apoio à suinocultura nacional

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) participou, nesta terça-feira (09), de audiência com o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), César Halum, para debater medidas emergenciais de apoio à suinocultura nacional. A reunião aconteceu de forma presencial, na sede do MAPA, em Brasília (DF), mas também contou com a presença de produtores do MT e GO de forma online.  Estiveram presentes, junto ao presidente da ABCS, Marcelo Lopes, representantes da Associação dos Criadores de Suínos do Mato Grosso (ACRISMAT), da Associação Goiana de Suinocultores (AGS), e da Associação e Sindicato de Criadores de Suínos do Distrito Federal (DFSUIN).

Logo no início do encontro, o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, fez uma breve explanação ao secretário sobre a suinocultura nacional, ressaltando a diferença de produtores independentes e integrados e destacando os avanços tecnológicos da cadeia. Após a introdução, Lopes explicou que a alta dos preços do milho impacta diretamente a margem de lucro do produtor, pois o quilo do suíno não varia na mesma intensidade. “O milho e o farelo de soja são os maiores componentes da ração dos suínos e segundo os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), no período de um ano (de jan/20 x jan/21), o farelo de soja subiu 155% e o milho 88% e é por conta desse aumento que reforçamos a necessidade de medidas de apoio deste Ministério para auxiliar os suinocultores em 2021”, explicou Marcelo Lopes.

Representando as Associações do Centro Oeste, o diretor executivo da Acrismat, Custódio Castro explicou que a redução dos estoques públicos de milho e soja são impactantes na cadeia. “O cereal é de extrema importância para as atividades pecuárias e em momentos como este de alta do insumo, seja pela ameaça de falta de produto no mercado interno por conta das exportações ou pelo uso para produção de etanol, gera um cenário preocupante para os suinocultores, por isso queremos o auxílio do MAPA juntamente com a CONAB para trabalharmos políticas emergenciais de auxílio aos produtores de suínos”.

Com intuito de reforçar os pleitos do setor, durante a audiência foi entregue ao secretário Halum um ofício com as três principais demandas da suinocultura nacional para o ano de 2021. O documento foi assinado pela ABCS juntamente com apoio das doze afiliadas estaduais, que são:  ACRISMAT, AGS, DFSUIN, Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS), Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Associação Paranaense de Suinocultores (APS), Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (ASEMG), Associação dos Suinocultores do Ceará (ASCE), Associação Sul Matogrossense de Suinocultores (ASUMAS), Associação dos Suinocultores do Espírito Santo (ASES) e Associação Baiana de Suinocultura (ABS).

Prioridades do Sistema ABCS solicitadas no ofício  

Para as lideranças do setor, a reativação da linha de crédito de custeio, direcionada para Retenção de Matrizes Suínas, assim como a concessão de limite de crédito de 2,5 milhões de reais por beneficiário é uma das prioridades. Lopes explica que essa linha de crédito é uma solicitação anual da ABCS em conjunto com suas afiliadas para atender aqueles suinocultores que passam por dificuldades em relação a seus custos de produção, que tem sido cada vez mais elevado. “Nossa sugestão é pela permanência desta linha no Plano Safra sem limite de prazo para retirada, proporcionando aos produtores a possibilidade de solicitar o crédito, até o fim do recurso disponível no referido Programa”.

Outro pleito tratado com o secretário e que é visto pelos produtores como prioridade é a possível falta de milho em virtude dos altos volumes exportados. “Entendemos que uma alternativa seria o Financiamento para Garantia de Preço ao Produtor (FGPP), ou chamado anteriormente de Empréstimos do Governo Federal (EGF) e o aumento do prazo para pagamento dos empréstimos feitos com subsídios federais”, ponderou o Presidente.

Para fechar, o terceiro pleito apresentado pela suinocultura ao secretário é o auxílio do MAPA com leilões de milho por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) e abertura de procedimento para exercício de opção de venda dos produtores rurais de milho em favor dos contratos de opção de compra pelos produtores de suínos.

O secretário se colocou à disposição da suinocultura e reforçou que as colocações e prioridades do setor são essenciais para a construção de um Plano Safra que atenda ao produtor. Explicou ainda que o Plano já começa a ser debatido na Pasta, mas disse que o recurso ainda será liberado pelo Ministério da Economia, conforme orçamento votado pelo Congresso Nacional.  Halum ponderou ainda que o MAPA está cada vez mais preocupado com pequenos e médios produtores e reforçou a Cédula de Crédito do Agronegócio (CCA), como uma possibilidade para a suinocultura. “A CCA pode ser uma possibilidade para o setor, tendo em vista que ela pode ser emitida por toda a cadeia produtiva buscando assim trazer novas opções para captação de recursos no sistema privado de financiamento do agronegócio”, disse Halum.

Para fechar, como encaminhamento, será realizada nos próximos dias, uma reunião da equipe técnica da SPA juntamente com a equipe técnica da ABCS para debaterem os custos operacionais da cadeia e assim construírem possíveis alternativas econômicas.