Disenteria Suína

O gênero Brachyspira foi proposto por Ochiai, Adachi & Mori (1997), correspondendo ao grupo de bactérias anteriormente classificadas no gênero Serpulina e incluindo várias espiroquetas intestinais comensais e patogênicas para suínos, outras espécies animais e para o homem.

Especificamente para os suínos, pelo menos duas formas de diarréia causadas por Brachyspiras são reconhecidas. A primeira é a disenteria suína (DS), cujo agente etiológico é a B. hyodysenteriae.

Através de avanços recentes obtidos na caracterização fenotípica e genotípica das espiroquetas intestinais humanas e em animais, foi reconhecido um outro agente de diarréia, a B. pilosicoli, causador de uma patologia conhecida em suínos como colite espiroquetal (CE). A infecção provoca diarréia e perda de peso nos animais afetados. Em função disso e da necessidade do uso sistemático de medicação com antimicrobianos para seu controle, a CE tornou-se muito importante para a indústria de suínos.

No Brasil, com exceção de um trabalho realizado no Rio Grande do Sul, onde a B. hyodysenteriae foi isolada em 5 de 319 amostras de fezes de leitões com diarréia, existem somente relatos clínicos individuais ou de descrições de técnicas de diagnóstico e controle.

A doença pode ocasionar 10% a 90% de piora na conversão alimentar e entre 13% a 62% de redução no ganho de peso. Com o uso rotineiro de drogas na alimentação de suínos, com atuação sobre as Brachyspiras, especialmente nas décadas de 80 e 90, esta patologia reduziu drasticamente sua importância nos rebanhos brasileiros, porém, nos últimos anos nota-se certa emergência na colite espiroquetal.

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