Pronunciamento Senadora Ana Amélia – 13 de junho de 2012

Pronunciamento Senadora Ana Amélia – 13 de junho de 2012

 

Queria, agora, também fazer um agradecimento ao Ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, e ao secretário-adjunto da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, João Rabelo, que abriu a sua agenda hoje à tarde para receber uma comitiva nutrida de representantes do setor da produção de suinocultura brasileira.

Estava lá o presidente da entidade, Marcelo Lopes; da Associação de Criadores de Suínos do meu Estado, Valdecir Folador; do presidente da associação de Santa Catarina, Losivanio de Lorenzi; do presidente da associação do Espírito Santo, José Pupin; de Minas Gerais, José Arnaldo; de São Paulo, Valdomiro Ferreira; e do Mato Grosso, Paulo Lucion, que conversaram hoje, aliás, com os Senadores Pedro Taques e Blairo Maggi. E outros produtores: Mauro Gobbi, Edson Zancanaro, Rafael Acabroli, Jean Santana e Edson Gros.

A audiência, tanto com o Ministro da Agricultura, que teve a presença e o apoio dos Senadores Luiz Henrique da Silveira, Casildo Maldaner e Paulo Bauer, além do representante do Senador Sérgio Souza, é um pedido dramático se, em 30 dias, não for atendido pelo Governo Federal, no âmbito de duas medidas fundamentais: a prorrogação dos vencimentos das dívidas de custeio e investimento de produtores de suínos em todo o Brasil, desses Estados citados agora; aumento dos limites de crédito para retenção de matrizes para o valor de R$500,00 por matriz até o limite de R$2 milhões por CPF; além, é claro, de uma medida de mais longo prazo, que é a inclusão da carne suína no PGPM, que é a Política de Garantia dos Preços Mínimos.

O Rio Grande do Sul, apenas para dar um retrato, emprega 120 mil pessoas, empregos diretos; mais de 1,3 milhão de empregos indiretos; 30% a 40% dos suinocultores estão à beira da falência. Os atingidos são especialmente dos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Os problemas maiores são os embargos sanitários da Rússia, a Argentina com uma exigência de certificação para os animais que entram lá, ou para a carne, e a queda da exportação para a Argentina de 3,5 mil toneladas por mês para apenas 500 toneladas por mês.

O presidente da entidade deixou bem claro que, hoje, o universo da produção da suinocultura atinge 50 mil produtores em todo o País. Para se ter um retrato dessa crise – que não é de agora, mas que se agravou nos últimos meses –, somente no Estado de Santa Catarina, o número de produtores de suínos passou de um total de 130 mil para pouco mais de 50 mil, num intervalo de apenas sete anos, de acordo com dados do Centro Agropecuário Brasileiro. Entre os anos de 1996 e 2006, em todas as regiões do País, mais de 70 mil produtores deixaram a atividade, em sua maioria micro e pequenos proprietários rurais, gerando um grave impacto social.

Mesmo nos sistemas mais especializados, em que os produtores se relacionam diretamente com as agroindústrias através dos contratos de integração, é nítida a redução de pessoas na atividade. Entre janeiro de 2001 a 2005, mais de três mil granjas do ciclo completo deixaram de produzir somente no Estado de Santa Catarina. São essas as consequências dos anos de inércia da área federal em apoiar essa atividade. A continuar nesse ritmo, em pouco tempo, perderemos o restante dos produtores, colocando em risco o segmento da produção da suinocultura brasileira.

Eu estive, a convite do Senador Waldemir Moka, no Estado de Mato Grosso do Sul, visitando o Município de Chapadão do Sul. Lá também ouvi de produtores, de criadores de suínos, a declaração de que estavam abandonando a atividade simplesmente por falta de condições para plantar.

No rico Estado de Mato Grosso, do Senador Blairo Maggi, do Senador Pedro Taques, do Senador Jayme Campos, a situação é, da mesma forma, dramática na produção da suinocultura, agravada por aumento dos custos de produção.

 

Confira o vídeo: http://migre.me/9uelG

Fonte: Assessoria de Imprensa Senadora Ana Amélia
Publicado em 14/6/2012

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