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Voltar Publicado em: sexta-feira, 2 de outubro de 2026, 4h13

ABCS amplia diálogo com representantes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos

Encontro em Brasília, a convite do USDA, reuniu entidades do agronegócio brasileiro para troca de informações sobre produção e comércio internacional

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) participou, nesta na última terça-feira (29), em Brasília, de encontro promovido pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) com representantes de diferentes cadeias do agronegócio brasileiro. A ABCS foi representada pela gerente de Relações Governamentais, Ana Paula Cenci. O almoço foi conduzido pelo conselheiro agrícola do USDA no Brasil, Frederick H. Giles, e reuniu um grupo restrito de representantes do setor produtivo.

A aproximação ocorre em um momento de atenção às relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos e ao posicionamento dos dois países no mercado internacional de proteínas. Os Estados Unidos são o terceiro maior produtor mundial de carne suína, e o Brasil ocupa a quarta posição, segundo dados do USDA.

No Brasil, os números mostram o avanço da atividade. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o peso das carcaças de suínos produzidas no país alcançou 5,656 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 5,5% em relação ao ano anterior e o maior resultado da série histórica iniciada em 1997. No período, foram abatidos 60,69 milhões de suínos sob algum tipo de inspeção sanitária, também um recorde.

No comércio internacional, o Brasil também vem ampliando sua presença. Em 2025, o país exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), consolidando-se como o terceiro maior exportador mundial da proteína.

Durante o encontro, os participantes apresentaram as características de suas respectivas cadeias produtivas e discutiram aspectos relacionados ao comércio e ao cenário internacional. Para a ABCS, a agenda também abriu espaço para apresentar a dimensão da suinocultura brasileira e ampliar o relacionamento com a representação agrícola norte-americana no país.

“Brasil e Estados Unidos têm cadeias de produção de carne suína relevantes no cenário mundial. Estar presente nesse diálogo é importante para que possamos apresentar a realidade da suinocultura brasileira, compreender melhor o cenário internacional e manter canais institucionais abertos para as discussões que impactam o nosso setor”, destaca Ana Paula Cenci, gerente de Relações Governamentais da ABCS.

Embora Brasil e Estados Unidos estejam entre os principais produtores globais, o mercado norte-americano ainda representa uma parcela pequena das exportações brasileiras de carne suína. “Em 2025, foram destinadas 17,8 mil toneladas aos Estados Unidos, diante de um total de 1,51 milhão de toneladas exportadas pelo Brasil no período”, destaca Cenci.

A ABCS acompanha as discussões relacionadas ao comércio internacional e aos seus impactos sobre a cadeia produtiva, mantendo diálogo com representantes governamentais e entidades do setor para fortalecer a competitividade da suinocultura brasileira.