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Voltar Publicado em: terça-feira, 11 de outubro de 2022, 4h50

ABCS debate o tema de mercado suinícola no 333 Experience Congress 2022

Nos dias 4 e 5 de outubro o evento reuniu mais de 670 profissionais da suinocultura 

O 333 Experience Congress é um evento de reconhecimento internacional que reúne profissionais e estudantes da suinocultura para debater temas de interesse do setor. Com o tema “Perspectivas 2023: o que podemos projetar para a suinocultura?”, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) comandou o primeiro painel da tarde da última quinta-feira (05). Mediado pela Diretora Técnica da ABCS, Charli Ludtke, a abertura do painel contou com a participação do presidente da ABCS, Marcelo Lopes, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin e o Auditor Fiscal Federal Agropecuário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Jean Manfredini. Segundo a Diretora da ABCS, “Foi um painel muito importante para trazer o ponto de vista dos produtores, das agroindústrias e do Serviço Veterinário Oficial brasileiro com o mercado chinês”, explicou. 

Durante a primeira apresentação, o presidente da ABCS trouxe a realidade da suinocultura brasileira, falando sobre o aumento progressivo da disponibilidade interna e dos abates que ocasionam uma super oferta de carne suína no mercado interno e uma queda no preço das carcaças. Além do aumento de custos relacionados ao farelo de milho, que tem impactado negativamente a produção. “Desde 2021 tivemos uma piora na situação devido ao aumento da oferta de carne e do aumento dos custos, apesar do aumento do consumo e das exportações, ainda vemos que os preços não estão acompanhando os custos e até hoje não conseguimos equilibrar as contas da suinocultura. Temos visto muitos produtores abandonarem a atividade, e em contrapartida as indústrias e cooperativas tem crescido em todo o Brasil, aumentando a oferta de suínos e desequilibrando oferta e demanda.” Para ele, as crises na suinocultura têm se tornado cada vez mais frequentes, profundas e duradouras. Os produtores integrados devem valorizar as CADECS e seus representantes, buscando efetivo equilíbrio na relação com as agroindústrias. As crises sempre existirão, mas podem ser mais brandas se o setor se organizar e se o produtor tiver planejamento estratégico”, conclui.      

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, apresentou os números das exportações brasileiras de carne suína. “No primeiro trimestre deste ano, tivemos uma média de exportação de 80 mil toneladas; no segundo trimestre, 90 mil toneladas; e agora no terceiro trimestre, uma média de 100 mil toneladas, superior à média do ano anterior, ou seja, a retomada das exportações segue com mais de 83 países do mundo comprando a nossa carne suína.” Santin falou também sobre a retomada das compras por parte da China, apesar da diminuição anterior, sobre as vendas para outros países que vem suprindo esse déficit e defendeu a necessidade de redobrar os cuidados quanto a biosseguridade nas granjas, visando a manutenção do status sanitário Livre de Peste Suína Africana, para preservar os mercados conquistados. Além destes temas, o presidente da ABPA, trouxe as perspectivas para a produção mundial de carne suína, exportações e tendências de consumo. 

Finalizando o painel, o AFFA do Ministério da Agricultura, Jean Manfredini, que esteve à frente como Adido Agrícola nas negociações Brasil e China, ao longo de 4 anos, ministrou a palestra “Visão China: Perspectivas para a suinocultura brasileira”, agregando à discussão com sua experiência, quanto ao enfrentamento dos obstáculos  referente às habilitações dos frigoríficos para a exportação, e os principais gargalos na promoção comercial dos produtos brasileiros. Manfredini trouxe alguns fatos relevantes para entender a importância dessa relação comercial, sendo que a China é o principal parceiro do agronegócio brasileiro no que tange às exportações. Outro ponto destacado, foi em relação a carne suína e o consumo per capita chinês que gira em torno de 37 kg por habitante, o que representa 40% da produção mundial de suínos. Já no que se refere a segurança alimentar, o AFFA ressaltou que esta é uma prioridade para o governo Chinês, e esse pilar foi abalado pelo surto de PSA que assolou o país. E, para finalizar sua apresentação, ele trouxe um panorama atual da situação do país, e o que o Brasil pode esperar dessa relação comercial.

Ao final do painel os participantes puderam tirar suas dúvidas e se aprofundar nos temas discutidos. 

Painel Elanco e Agroceres Pic 

A Elanco e a Agroceres Pic, empresas parceiras da ABCS e participantes do programa Empresa Amiga da Suinocultura também tiveram painéis no 333 Experience Congress, no dia 4 de outubro. O painel da Elanco, abordou o tema “Bem-estar Animal da granja ao consumidor final”, contou com a palestra da Diretora Técnica da ABCS, Charli Ludtke, que apresentou as ações do Brasil para implementar o bem-estar animal na produção de suínos. Já o painel da Agroceres Pic, trouxe o Consultor de Mercado da ABCS, Iuri Pinheiro Machado, para falar sobre as novas demandas para a sustentabilidade na suinocultura brasileira.