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Voltar Publicado em: quinta-feira, 22 de outubro de 2020, 11h58

Promovido pela Agigo, o Festival do Leitão movimentou as plataformas digitais

O evento aconteceu pela primeira vez de forma online e já conta com mais de mil visualizações 

O tradicional Festival do Leitão de Rio Verde estreou no mundo digital na última quarta-feira (21/10). Promovido pela Associação dos Granjeiros Integrados do Estado de Goiás (Agigo) e apoiado pela ABCS, o evento marca a história do município goiano, que segundo o IBGE tem o 2° maior rebanho de suínos do Brasil. Com o tema “A suinocultura do futuro conectada ao presente”, o Festival reuniu especialistas renomados para falar de gestão da produção, nutrição, tecnologia em instalações e equipamentos, sanidade e mercado de grãos. Pautas indispensáveis quando se trata do futuro da produção e do setor suinícola. Com mais de 500 inscritos, o evento disponível no YouTube já conta com mais de mil visualizações.

O evento foi aberto pelo presidente da Agigo, Marcelo Cunha, que deu boas-vindas e agradeceu a presença de todos. Ele pediu também a colaboração dos participantes para a campanha promovida pela entidade para angariar doações para Associação Beneficente André Luiz (ABAL), que durante a divulgação e realização do evento arrecadou cerca de R$20 mil. Dando início às palestras, o Médico Veterinário e Gerente de serviços técnicos para as américas da Agroceres Pic EUA, José Piva, falou sobre gestão de produção. Segundo ele, os modelos de gestão podem mudar de empresa para empresa: “no Brasil a gestão de produção é voltada a resultados zootécnicos com baixos custos. Não podemos falar de gestão sem considerar tendências, dinheiro, pessoas, inovação, desafios, meio ambiente, recursos e oportunidades.”

O Engenheiro Agrícola, Mestre e Doutor em ambiência animal e Consultor de bem-estar animal no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) Iran Oliveira complementou falando sobre tecnologias em instalações e equipamentos. Ele reforçou o conceito de saúde única e o compromisso com o aprimoramento da cadeia. “Somos o quarto maior produtor e exportador de carne suína, o futuro é agora. Para falar de instalações preciso automaticamente falar de bem-estar animal e avanços tecnológicos, pois essa é uma demanda mundial.” Segundo ele, a tecnologia pode e deve se adequar a necessidade, realidade e bolso do produtor, “precisa trazer praticidade, queremos eficiência no nosso sistema de produção.” 

Para falar de nutrição, o Professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Dalton Fontes citou um estudo que vem sendo feito fora do país baseado em nutrição de precisão em tempo real com uma dieta única para cada animal, aplicada através de sistemas automatizados e considerando todas as suas especificidades, como peso por exemplo. “Os dados preliminares já mostram a diminuição de custo entre 10 e 12% por animal produzido.” E o Professor e Patologista da Escola de Veterinária da Universidade de Minnesota, Fabio Vanucci trouxe a sanidade para o debate, através dos pilares de saúde única, diagnóstico, controle e biosseguridade. 

Para finalizar o Engenheiro Agrônomo e analista de Mercado de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Thomé Luiz Freire Guth falou sobre a conjuntura do mercado de grãos, assunto atual que vem sendo bastante discutido em função da alta de preços. “Alcançamos patamares históricos de valores de milho e soja, e todos querem saber como estão as previsões para o ano que vem, se vai ter aumento ou queda, principalmente os produtores de suínos pela dependência desse insumo para a alimentação dos animais.” Ele explica que os fatores que influenciam o preço são: cotação na bolsa de Chicago, o quanto o exportador está disposto a pagar, variação cambial, custo de transporte e demanda doméstica. Ele recomenda também que os produtores, além de acompanhar as variações mercadológicas, observem às variações climáticas que vão impactar o plantio e a chegada de novas safras. Além disso no Brasil, a competitividade que movimenta o mercado doméstico não existe apenas em função das exportações, mas pelo uso do milho para a produção de etanol.  

O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, acompanhou a transmissão do evento e elogiou a adaptação da Agigo no atual momento, o formato digital e a qualidade técnica da programação. “A Agigo soube aproveitar o momento para apresentar o Festival do Leitão de Rio Verde para todo o Brasil. As palestras foram dinâmicas e trouxeram uma visão importante para as diferentes realidades da suinocultura que encontramos em diferentes regiões do Brasil, seja o suinocultor independente ou integrado”.


Ao final todos os palestrantes participaram de um debate onde responderam às perguntas dos participantes, assista o evento completo!